sábado, 4 de fevereiro de 2017

Viagem de Moto pelo Brasil - Relato 08



 Relato da viagem que efetuamos eu, GILBERTO CESAR BARBOSA DE OLIVEIRA e ARLI FIGUEIRA. 

Um giro de Moto pelo Brasil, com visita a todas as capitais dos estados e Distrito Federal.
Saída de Porto Alegre: 27/08/2016
Retorno  Porto Alegre: 19/11/2016
Duração da Viagem: 85 dias
Km percorridos: 20.255
Combustível: 940 litros
Motos utilizadas: Shadow 600/2003 e Shadow 750/2013



8º Relato
João Pessoa - Recife - Olinda - Maceió - Penedo - Aracajú e Salvador


54º dia

Quarta-Feira 19/10
De Natal  para João Pessoa

                              A pouca distância entre as capitais do Rio Grande do Norte e da Paraíba não chegou a alterar o horário de partida.
              Cedo já estávamos tomando café no mesmo bar e restaurante próximo da Pousada Arco Íris, já tendo acomodado todas as bagagens nas motocicletas.
Arena Dunas, em Natal
                            Um abastecimento bem nas proximidades da Arena Dunas, estádio de futebol construído para a copo do mundo de 2014, e tratamos de pegar a estrada, rumando no sentido  BR 101.
Mirante do Parque da Cidade
Passeamos  pelo Parque da Cidade, um grande espaço urbano projetado por Oscar Niemeyer, inaugurado no ano 2008.

Trilhas, estudos ambientais, museu e passeios podem ser usufruídos pela população.

                
Município de Parnamirim
Já na BR, fomos cruzando por várias cidades da região metropolitana e arredores, empreendendo uma boa velocidade naquela calma manhã de quarta-feira.

São José de Mipibu
Neste município, mais um xará  avistado.



Nas imediações do município de  Goianinha, 

com trânsito muito tranquilo, pela rodovia trafegava, surpreendentemente, dois veículos com atração animal na contra mão do fluxo.  
Mais adiante, uma banca de venda de produtos, também instalada em plena rodovia, causou estranheza dado o perigo ali reinante.
 No mais, as paisagens foram ganhando destaque. Os canaviais ladeavam a rodovia. Veio a divisa de estados e nela uma parada para registros.
Divisa de Estados

Passando a divisa, o caroneiro de uma motocicleta observa a ultrapassagem do Arli.

Tudo normal, não fosse a ausência do capacete para o citado caroneiro. 

 Por volta das  dez horas, começamos a avistar a capital e em pouco tempo chegamos a

João Pessoa
a nossa  15ª Capital

 As primeiras ruas, depois para o centro da cidade e em seguida o centro histórico.

       As visitações em João Pessoa foram as mais diferenciadas até aquele momento da viagem.
Em primeiro lugar, porque chegamos na cidade pouco mais das 10 horas da manhã.
                                  Em segundo, porque os deslocamentos aconteceram com as motocicletas, sem que houvéssemos retirados as bagagens, portanto, da maneira que chegamos começamos as visitações.
Obviamente, que em meio a isso, ainda não estávamos instalados.
Chegamos e logo começamos.

Casarão dos Azulejos
Nossa Senhora do Carmo
Com um calor orbitando os 36º, começamos a caminhada pelo centro histórico.

São  muitos os prédios que compõe a rica história da cidade que é uma das mais antigas do País.


São mais de quinhentos prédios tombados, cujo passeio, por entre eles, se torna facilitado dada a proximidade uns dos outros
Igreja de São Francisco
Na praça João Pessoa estão localizados os prédios da Assembléia Legislativa, o Palácio da Redenção, sede do governo, e o Tribunal de Justiça. 
Cada prédio cultural representa um determinado período da história da cidade, que vai do barroco ao colonial.
                                       A hora passou rápido de mais e quando tratamos do almoço já passavam das 14 horas. 
Nos dirigimos para a orla da praia de Tambaú, cujas referências davam conta de que nela se encontra de tudo.
Buscamos  um restaurante e ali ficamos por um bom tempo nos deliciando com um bom peixe.

                                       De volta aos passeios, ainda sem que houvéssemos nos hospedado, fomos em direção do Farol de Cabo Branco, que fica a 14 km do centro de João Pessoa. A construção, com mais de 40m, apresenta um formato triangular, tendo-se  uma bela vista de toda a região a partir dele .
Junto, está a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental do continente americano e, por consequência,  da parte continental do Brasil. 
Ambos, são de grande visitação por parte dos turistas.

No local, uma feirinha de artesanato oferece diversos produtos relacionados ao ponto mais oriental.

O Coco mais Oriental das Américas.
Anúncio Imobiliário
Na praia de Cabo Branco, bem como nas proximidades do local, uma  série de anúncios por parte do comércio remetem para o importante ponto geográfico.

          Da Ponta do Seixas para o Mercado de Artesanato Paraibano.
São  dois andares repletos de peças de algodão colorido, artesanato de cerâmica e madeira, rendas, redes e cachaças. O mercado, está localizado na  Praia de Tambaú.
São mais de cem lojas oferendo o mais variado tipo de artesanato do estado.
Pousada Meia Lua
          E tratamos de nos hospedar, uma vez que a tarde começava a dar sinais de que iria ceder seu lugar para a noite.
Sem dificuldades nenhuma, encontramos diversas pousadas na orla. Optamos pela Pousada Meia Lua, localizada na praia de Manaíra
Praia de Manaíra
Arli, desfazendo os alforjes




Guardamos as motos, desfizemos os alforjes e nos instalamos, posto que o dia fora de muita quilometragem com as motos e uma outra tanta em caminhadas em tour por João Pessoa.
Arli, Rita, Chico e Gilberto Cesar
                                Um pouco mais tarde, na Meia Lua, recebemos a visita dos motociclistas Rita e Chico, ambos ligados a moto grupos da cidade.
                    Com  Rita,  estivéramos conversando ao longo do dia, via rede. Embora não nos conhecêssemos, disse já estar sabendo da nossa estada na capital.
             A conversa foi muito boa e produtiva com ambos. Falamos da nossa viagem e  das visitas feitas ao longo do dia. 
Da parte deles, ficou acertada uma agenda para o dia seguinte, com almoço, mais visitações e participação no encontro semanal  dos motociclistas de João Pessoa.
                 Os parceiros se despediram e nós tratamos de jantar e dar um boa caminhada pelas praias de Manaíra e Tambaú, as quais ficam muito próximas uma da outra.
Encerramos assim o nosso primeiro dia em João Pessoa.


55º dia

Quinta-Feira 20/10
Em João Pessoa

Particularmente, comecei muito cedo o segundo dia na capital paraibana.
Centro Turístico de Tambaú
Uma caminhada,misto de passeio, da praia de Manaíra até o final da praia de Tambaú. Parceiro Arli não acompanhou nessa jornada.
 
Ao longo da praia de Tambaú, a avenida principal fica fechada para o trânsito de veículos de 5 às 8 horas, quando então a prioridade fica para a prática do ciclismo e caminhas.
                       De volta à pousada, agora juntamente com o Arli, tratamos do café da manhã e a saída para novos passeios.

                            Palco de importantes acontecimentos culturais e políticos, o Teatro Santa Roza foi objeto de visitação. 
Nesse teatro aconteceu a Assembléia que concebeu a bandeira oficial do Estado e também da mudança de nome da capital para João Pessoa.
      Desta parte central da cidade é possível ter uma visão muito interessante do alto do centro histórico, local onde ficam concentradas as igrejas mais antigas da cidade.
Outro ponto importante e histórico, é o prédio dos correios e telégrafos. Neste local, chegou a funcionar a Prefeitura por um período, voltando posteriormente para a Central dos Correios.

O Palácio da Redenção, sede do governo estadual, outrora abrigou o Liceu Paraibano.


O Parque Sólon de Lucena, ou "Lagoa" como é conhecido este  complexo  público, fica localizado no centro da capital paraibana.
Composto por um a lagoa ao centro,  jardins, um grande espelho d'água, muitas árvores e belos recantos, a Lagoa se constitui num dos mais importantes cartões de visita da cidade.
Bar do Cucuz
                            Como a combinação era de almoçar com a motociclista Rita, tratamos de nos encaminhar para a Praia de Tambaú, mais precisamente no Bar do CuscuzA indicação do local fora da própria Rita.

O tempo deu uma mudada radical. Vento e uma tremenda chuva acabaram chegando. Isto de forma alguma chegou a comprometer o encontro.
Rita, chegando


Mesmo sob muita água, a parceira logo apareceu no local combinado.
                                 Ao longo do almoço, foram ótimas a conversas. 
Rita, Gilberto Cesar e Arli
Rita e mais uma colega, a Danielly estavam tratando do projeto de uma viagem  para Aracajú, ainda para este ano 2016. Falamos ainda cada qual do seu moto grupo e deixamos acertadas uma agenda para o restante da tarde.
Disse Rita, que o motociclista Luiz Roberto, o França, estaria nos acompanhando para os deslocamentos, tendo inclusive um roteiro pré estabelecido, de forma a melhor aproveitar o tempo.
                                            Retornamos para a Pousada Meia Lua, de maneira a pegar as motocicletas e sair, quando da chegada do França.
O parceiro logo apareceu. Nos apresentamos e começamos, agora de motos, um novo passeio.
                             Direto para o Marco Zero da BR 230.
Gilberto Cesar, França e Arli
O local, de início da rodovia, fica no município vizinho de Cabedelo.

Lá, registramos  a nossa passagem por aquele importante marco rodoviário do Brasil.
 

Nas imediações do Marco Zero, o  Forte de Santa Cataria também foi palco de uma visita nossa.


A edificação, que popularmente  é conhecida como fortaleza de santa catarina, fica distante 18 km da capital.
  Trata-se de um monumento que outrora foi palco de lutas contra as invasões holandesas na região.

 A    Praia do Jacaré, também em Cabedelo, é ponto obrigatório de visita.

A execução do Bolero de Ravel
A platéia assistindo do Show de Jurandir
No final da tarde, além do por-do-sol , um ingrediente interessantíssimo acontece sobre as águas. O saxofonista Jurandir, em um pequeno barco, executa o Bolero de Ravel, sob um silêncio incrível, apesar da grande platéia que se forma na plataforma próxima. 
    O evento musical  começa a partir das 16h, com outros músicos na praça, até o evento maior que acontece a partir das 17h.
Na praia, várias bancas de artesanato, roupas, comidas, bebidas, bares e restaurantes recebem um grande número de turistas. 
O saxofonista Jurandir, final da tarde. Praia do Jacaré, execução Bolero de Ravel.   Imperdível!
  Muito de bem com a vida, depois do espetáculo sobre as águas, deixamos  Cabedelo, tendo a noite como companhia.
       Direto para uma Soparia, local de pré-encontro dos motociclistas de João Pessoa.
No local, as mais diversas sopas estão a disposição dos clientes.           Num ambiente muito tranquilo, alegre e descontraído, provamos das delícias que eles costumam chamar de "caldo".

Na soparia, estiveram presentes: França, Newton, Jordânio, Jaílson, Chico, Suelando, Fernando, Cid, Danielly, Rita, Arli e eu.
                             
                            Da soparia rumamos, em comboio, para o encontro semanal dos motociclistas de João Pessoa.
               O evento, acontece todas as quintas-feiras na Lagoa e recebe um grande número de motociclistas, sob a coordenação da Associação dos Motociclistas da Paraíba.
Motos, conversas, vendas de produtos para motos e motociclistas, estandartes de motos grupos e motos clubes, são alguns dos ingredientes que se encontram no evento.
Registro com alguns parceiros no Encontro Semanal dos Motociclistas de João Pessoa.


No evento, ficamos até por volta das 23h, quando então começamos a rumar de volta para a pousada.
Conosco, um grande comboio de motociclistas, que estavam no encontro, nos acompanhou até a Praia da Manaíra.

                  Algumas conversas a mais e tratamos de nos despedir dos amigos e parceiros,

               Rita ainda fizera dois acertos:  com o França, que o mesmo iria nos acompanhar, em viagem, até a praia de Tambaba.
                  Com Paulo, de Recife, que este iria nos encontrar na divisa dos estados da Paraíba com Pernanbuco.

    Encerramos assim a passagem, agradecidos pela acolhida em João Pessoa, em especial para a Rita Paiva Pereira, uma grande liderança,  integrante do Moto Clube Tigres do Asfalto.

 56º dia

Sexta-Feira 21/10
De João Pessoa para Recife
            
 Na última manhã, na capital paraibana, novamente efetuei caminhadas pela orla da praia.

A temperatura já estava alta, o que indicava que teríamos um dia muito quente pela frente.
Na pousada, as motos começavam a receber, novamente, todas as bagagens e em pouco tempo começamos a nos deslocar tendo como destino o Recife
                                    Nosso ponto de encontro com o parceiro França se daria na praia do Farol, proximidades do Marco da Ponta do Seixas. França mora nos arredores, e lá chegamos um pouco antes.

                               França chegou, acertamos alguns detalhes para o deslocamento, efetuamos o abastecimento das motos e partimos para a praia de Tambaba.
 O deslocamento foi tranquilo e rápido. São 45 km que dista a praia da capital. 

Sem paradas, fomos avistando, ao longe, as belezas naturais e os acidentes geográficos impressionantes que cercam a praia.

 
A descida para a praia é muto íngreme e exige muita atenção.
Aos poucos o mar vai se agigantando de vez e o cenário ficar muito incrível.

A Costa do Conde, onde se localiza a Tambaba,  há outras seis praias, todas muito disputadas pelos turistas.

 Tambaba foi a primeira a ser oficializada para o naturismo, no nordeste. Ela está divida em duas partes: uma praia pequena para os banhistas com roupas, e uma outra parte, mais elevada, reservada para os naturistas.
O fluxo de lá, foi bem maior naquele pouco tempo que ali ficamos.



    Começamos deixar Tambaba, certos de termos estado em um dos mais belos cenários em termos de praia, no Brasil.

Nos despedimos do França, agradecidos pela gentileza e companhia e tratamos de pegar a estrada.
Arli, França e Gilberto Cesar

Rumamos para a estrada.  
Recife nos esperava.
                         Da capital pernambucana, Paulo e Dul Ci enviaram notas, de modo a nos acompanhar no trajeto.
        A divisa dista mais ou menos 80 km, portanto, estimativa em chegar lá por volta das 10h.

 Os bananais, depois alguns paredões e mais tarde os canaviais, estivem presentes ao longo da rodovia.


                           Certamente que os canaviais, por ser a cana de açúcar típica da região, foi o que mais nos acompanhou.

Vieram alguns povoados e também as usinas de beneficiamento da cana de açúcar.

Em um povoado, minúsculo, onde até tentamos tomar um café, porém a ausência de um restaurante nos fez ficar somente na observação.
Com uma porta e duas aberturas
Com três portas e três aberturas
Nele, duas igrejas, quase similares, estavam dispostas uma em cada ponta da única rua. Diferem, uma da outra, somente no tocante ao número de portas e de janelas.
Até tentamos saber a razão de tal, porém sem sucesso.

  
Bar da Macaxeira
 

Mais 
adiante, obras na rodovia nos 

mantiveram retidos  por um bom tempo, o que deu vontade de ir, inclusive, a um bar que pela placa estava próximo de nós.


Não  fomos, porque o controlador do tráfego alertava para os últimos veículos que estavam a passar e logo liberaria  o tráfego.
     Eram vários caminhões transportando cana de açúcar para o beneficiamento.

E chegamos ao local no horário previsto.

Tratamos de estacionar as motocicletas e esperar um pouco pelo  parceiro, que deveria chegar em algum tempo ainda, segundo nossos cálculos.

Aproveitamos para tomar o café matinal em um pequeno restaurante, bem próximo, sem mesmo precisar retirar as motocicletas da rodovia. 
Foi pular uma pequena mureta e estávamos no café.
       




Dada ausência de sombras, resolvermos rodar um pouco até que encontrássemos uma.
Ao encontrar um boa sombra, tivemos como contra-tempo uma barreira de concreto entre as pistas. 
       Tal barreira estava impedindo qualquer comunicação próxima com quem estivesse vindo na mão contrária. 
Paulo, chegando ao local de encontro
       
  Assim foi com Paulo que, pelo menos, viu nossos acenos. 
Foi até a divisa, efetuou um retorno e veio ao nosso encontro.
        Feitas as apresentações, acertamos ir para a Ilha de Itamaracá, e ao final da tarde para a cidade do Recife.
          
Tudo acertado, começamos a rodar e lograr os pouco mais de 70 km que nos distanciava da Ilha.

Em pouco tempo, deixamos a rodovia BR 101, ingressando em uma rodovia estadual.
Cruzamos pelo município de Itapissuma, ultrapassamos a ponte e já estávamos em solo da Ilha de Itamaracá.

     Na entrada de Itamaracá, um bom incentivo para os motociclistas, tal qual acontece nos pedágios: se é duas rodas ....  paga 50% do valor para os veículos de quatro rodas. Um empreendimento de Olinda com publicidades nos arredores.


O município de Ilha de Itamaracá, é integrante da região metropolitana do Recife, estando ligado ao continente pela Ponte Getúlio Vargas, sobre o canal de Santa Cruz.

O Forte Orange, construído em 1631, pelos holandeses, é a principal atração do local.


Vila Velha, a poucos quilômetros do Forte, é uma antiga capitania hereditária de Itamaracá.

coroa do Avião, bem como as demais praias, são os outros pontos de turismo do local.

Na ilha, tratamos de almoçar. Um excelente prato, à base de peixes, foi o que nos foi servido.      


Gilberto Cesar, Arli e Paulo - Almoço em Itamaracá

           
Da Ilha, voltamos a cruzar a   ponte, com parada e visita  ao Município de Itapissuma. Nele, um pequeno centro histórico e uma igreja são objetos de visitação turística. 
Mais uma parada, agora no município de Igarassu, onde um ótimo potencial turístico, composto de templos religiosos, casarios e ruas podem ser contemplados. 
 












Essas últimas duas paradas  e visitas, foi uma proposição do Paulo, que negociara com Dul Ci este pequeno roteiro.
            Logo anoiteceu e começamos a pegar o caminho para a cidade do Recife

Com bastante dificuldades, em função do trânsito, nos demoramos muito em Abreu de Lima.

        No anda e para  do início da noite, chegamos no


Recife
a nossa 16ª capital

     Na cidade, Paulo se perdeu várias vezes até chegarmos ao endereço de Dul Ci, a nossa anfitriã na capital pernambucana.
             Foi ótimo reencontrar com a parceira de viagem. Na condição de anfitriã, Dul Ci, nos conduziu para a sua residência, onde nos instalamos.
Um banho rápido e saída imediata para a noite do
Recife
                        Paulo e Dul Ci nos acompanharam nessa jornada.
Gilberlto Cesar, Paulo, Arli e Dul Ci


Bares do Recife Antiho
O Marco Zero
Ola da Praia
Passada pela orla praia de Boa Viagem, Igreja Nossa Senhora de Boa Viagem, Feirinha de Artesanato, Marco Zero, janta e bebemoração em um dos bares do Recife Antigo.

           No Marco Zero, o feliz encontro com os  motociclistas Damião e Cláudia, sergipanos, em passeio pelo Recife. 

    E fechamos o nosso primeiro dia no


 57º dia

Sábado 22/10
No Recife

 
           Com um bom café na manhã, na casa da anfitriã, foi a maneira pela qual começamos o sábado no Recife
Uma boa conversa com a Sra. Dona Marina, mãe de Dul Cie tratamos de sair para  o tour pela capital.
 
No centro e orla, a temperatura estava bem agradável. O sol, intercalava momentos com alguma nebulosidade, o que realmente deixou parte daquela manhã suportável para caminhadas.

De automóvel, por proposta de Dul Ci, refizemos alguns caminhos da noite anterior, agora com mais vagar e com o visual da luz do dia.
                                  Por ser sábado, a orla estava repleta, ainda que aquela hora da manhã.
           Mais em frente, uma parada no parque Dona  Lindu.
O Parque, é um projeto arquitetônico de Oscar  Niemeyer. Um teatro, uma galeria de arte, quadras esportivas, pistas para cooper e um parque infantil, fazem parte do empreendimento.
O espaço é uma homenagem à mãe do ex-presidente Lula, lembrando a fibra do povo nordestino que emigrou em busca de oportunidades.

Do parque para a casa de cultura, uma antiga casa prisional que hoje abriga centenas de lojas de artesanato e produtos típicos de Pernambuco.
No local, tudo está muito bem conservado, inclusive uma cela que guarda a originalidade de época. 

Dois painéis de Cícero Dias, datadas dos anos 1960, que se destacam pelo tamanho e expressão.
Elas representam as duas Grandes Revoluções Pernambucanas: 1817 e 1824.
        
                     
No interior da casa, um orelhão, em formato de chapéu nordestino, é ponto de registro fotográfico.
Nas proximidades, parte externa, uma loja com anúncio de moto de luxo, se diz popular no que tange a estacionamento e lavagem. 

O tradicional Mercado São José, estava fervilhando de tanta gente. 
                          Era muita gente para tão pouco espaço.   A caminhada entre as bancas foi silenciosa e exigiu paciência.


 Os relógios apontavam para o meio dia. O ir e vir de pessoas, impressionava. Em um recanto, o jogo de capoeira chamava a atenção de dezenas de pessoas, que sob o sol, não arredavam pé do espetáculo.
Arli, Dul Ci e Gilberto Cesar

No próprio mercado, tratamos de    almoçar, tendo o peixe como prato principal.

  De volta para as ruas, passagem pelo Pátio de São Pedro, local de palco para shows e teatros ao ar livre. Com casas ao estilo barroco, o espaço está muito ligado às artes, abrigando hoje o memorial Luiz Gonzaga.
                     O Pátio do Carmo, tem a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade. O local é um dos mais importantes espaços religiosos da capital. Ali se encontra o Convento do Carmo, local onde Frei Caneca fez seus votos religiosos e foi ordenado sacerdote.
 Pátio do Livramento é um dos locais com grande agitação, devido ao comércio no centro do Recife. No local, lojas, bares e restaurantes, instalados nos casarios estilo barroco, recebem inúmeras pessoas que contemplam a arquitetura  da bela Igreja do Livramento.

                          Depois desta cruzada histórico-cultural, voltamos ao automóvel, indo então direção a dois outros passeios importantes: A Oficina Brennand e ao Instituto Ricardo Brennand, criados pelos primos Francisco e Ricardo  Brennand.
      
                         Na oficina, ruínas de um antiga olaria, é onde se encontram os trabalhos do grande ceramista Francisco Brennand
No amplo local, efetuamos uma caminhada externa, onde é possível dimensionar a grandeza,a riqueza e a importância do trabalho do escultor. 
São peças que vão do enorme ao gigante. O quantitativo de peças, exposta ao ar livre, nos levam a um museu a céu aberto numa impressão de "coisas de um outro mundo". São mais de 1.500 peças expostas ao ar livre.
               Um pouco complicado explicar toda a beleza, a riqueza e grandeza cultural do espaço.
              Francisco Brennand, além do espaço da oficina, é autor do Parque das Esculturas em frente ao Marco Zero.

                         Da oficina para o Instituto Ricardo Brennand.
Acesso ao Instituto
Considerado, por duas vezes,  o melhor museu da América, o espaço fundado no ano 2002, abriga mais de mil e quinhentas peças do colecionador Ricardo Brennand.
Fila para compra de ingresso
 
O complexo, em estilo medieval, está composto por três prédios: Museu Castelo, Pinacoteca e Galeria.
Uma capela e um grande parque, complementam o gigantesco Instituto.
   As  coleções permanentes vão de: 
- documentos históricos, período colonial do Brasil;
coleções de pinturas, quadro raríssimos;
- armas brancas, a maior coleção do mundo;
- biblioteca, com mais de 60 mil volumes;
- esculturas,  em cerâmica, cera e arenito;
- objetos medievais, com  armaduras e armas;
- relógios, dos clássicos e antigos a grandes raridades.
                    São dois castelos medievais em meio a exuberante natureza que guardam toda essa riqueza cultural.

     No primeiro, os quadros antigos e telas. Neste, várias telas de Fraz Post, trazidas por Maurício de Nassau, anos 1610.


No segundo castelo, a coleção de armas, armaduras e outros mil objetos.
                      
Gilberto Cesar e Arli Figuiera

Dois lindos, ótimos e diferentes passeios, ambos fora do circuito tradicional:  PraiasRecife Antigo e Olinda
Passeios, para um dia inteiro!
                           Fechando o dia, quebramos o silêncio boquiaberto em uma pizzaria, oportunidade em que comentamos a riqueza cultural que acabáramos de acumular em nossa vidas.



Dul Ci, a anfitriã, foi muito feliz ao nos indicar e reservar a tarde para a visita aos espaços culturais Brennand.
                              
58º dia
Domingo 23/10

No Recife       
                            

  Nosso domingo começou mais uma vez com um belo café da manhã, as boas conversas com a Dona Marina e, preguiçosamente, um pouco mais tarde, saímos para a jornada turística.


Novamente, as motos ficaram no descanso. Sob a condução da Dul Ci, fomos conhecer o Parque das Esculturas, uma gigantesca obra prima, uma  criação de Francisco Bernnand.
               
  O parque é um marco comemorativo por ocasião dos 500 anos do descobrimento do Brasil.
À céu aberto, as esculturas podem ser vistas de muito longe. Elas se encontram sobre uma formação rochosa sobre as águas,  em frente ao Marco Zero.
De volta ao Recife Antigo, agora para caminhadas pelas nostálgicas e estreitas ruas. Admiração e contemplação dos prédios, agora mais devagar, foi a nossa ordem.
O almoço foi no próprio local.

   Do Marco Zero, a vista para o Parque das Esculturas é fantástica.                                               Pequenas   embarcações fazem a travessia daquele para este, em pouco mais de 10 minutos. 
                             
Uma caminhada pelo entorno, com visita a uma Exposição de Arte, visita ao Mercado do Artesanato e a sede da Associação dos Estivadores Aposentados
Na associação, uma exposição de barcos artesanais.


Mais tarde, visita ao Teatro Santa Isabel, uma obra arquitetônica neoclássica do início do século XIX.
                     O teatro, uma homenagem à Princesa Isabel, inaugurado em 1850, guarda  muito da sua arquitetura original, tanto interna como externamente.  
                 
A inclusão necessária de  elementos de tecnologia e modernidade ficam patentes por ocasião da visita guiada que é propiciada para a população local e turistas.
Ao longo da visita guiada, ficamos sabendo que o Teatro recebeu, como visitantes ilustres, D. Pedro II, Castro Alves, Tobias Barreto e tantos outros. No entanto, a homenageada, nunca chegou a visitá-lo
               O Santa Isabel, está situado na Praça da República, outro  emblema da cidade.
      
No entorno, estão o Palácio Campo das Princesas, sede do governo do estado; o Palácio da Justiça e o Liceu de Artes.
No interior da praça, As Deusas, por meio de uma série de estátuas, estão ali presentes.                                                        
Do teatro para o Forte do Brum, local onde os soldados do exército brasileiro é que guardam o patrimônio histórico, com a tarefa  de servirem de guia por ocasião das visitas.

                                    A edificação militar, foi parcialmente construída em 1629 pelo portugueses. Um ano depois, foi ocupado pelos holandeses, que prosseguiram a construção até 1631, tendo em 1654, com a rendição, trocado novamente de bandeira.
                               Além das preservadas instalações, ali funciona o Museu Militar do Forte do Brum, com exposições bélico militares e documentação e mapas de conflitos.

                Próximo a área portuária, uma das esculturas do Mestre Nuca. Os leões, esculpidos pelo já falecido artesão,  se diferenciavam pela juba encaracolada que apresentam.
  

De Recife para Olinda.
                                   
       Quase ao final da tarde, fomos então para a Olinda.
                                 Final de domingo, as ruas, as ladeiras e as praças, estavam recebendo um grande número de turistas. Várias línguas, vários sotaques, cores diversas e uma boa magia no ar.                           
A musicalidade estava presente na praça, em um bar, em um outro canto.
           
A feira de artesanato e as bancas com  comidas típicas, uma espécie de mercado, não deixavam por menos. Um grande público admiravam os produtos, as lembranças e provavam da culinária local.
                              
Com um trânsito complicadíssimo, chegar foi demorado. Estacionar o veículo foi um jogo de paciência e,   lograr as ladeiras, uma resistência.
                               

    Mas valeu muito a pena. Olinda é linda!
   Encanto, magia, vida e alegria. Esta foi a  Olinda que vimos, por ela caminhamos, provamos da culinária e a deixamos já ao anoitecer.

                            De Olinda para o parque Dona Lindu, para assistir a apresentação  da Orquestra Sinfônica Arte Viva, de São Paulo, com  o cantor Diogo Nogueira.
                 O concerto mostrou a música erudita de forma diferente, com a inclusão da música popular, por meio de um sambista.
                               Clássicos, tais como Aquarela do Brasil, Asa Branca, Chega de Saudade e outros, antecederam a apresentação do cantor.
      Mais tarde, acompanhado pela orquestra, Nogueira subiu ao palco e completou o repertório com vários sucessos da sua carreira.
                                        A nobre inciativa levou um grande público para o Parque, onde a Música Clássica esteve ao alcance popular, numa homenagem ao centenário do samba.
        
       Fechamos o domingo sob o bom e contagiante som da Orquestra Arte Viva, que fez ainda um grande e embalado ensaio pelas músicas do vocalista Renato Russo.


59º dia
Segunda-Feira 24/10

Do Recife para Maceió

        
Gilberto Cesar e Dul Ci
           
Hora de deixar o Recif, depois de uma bela e cultural estada.
Muito cedo, já estávamos arrumando os alforjes. A novidade estava no fato de que a anfitriã Dul Ci estaria rodando conosco até a divisa com o estado de Alagoas
                        Uma belo gesto a inciativa da parceira motociclista.

 Abastecemos as motos e fomos logo para a estrada. 

Lá estávamos tal qual acontecera a alguns dias antes, lá pelas bandas de Macapá, Oiapoque, Santarém e depois Belém, estávamos em três motos. Três parceiros: Arli, Dul Ci e eu.

    Ingressamos na BR 101 e, com poucos quilômetros rodados, uma densa cortina de fumaça deixara o trânsito muito lento, quase parando.
Um protesto de uma categoria ou movimento social, estava acontecendo  no local, com a queima de pneus.

 Mais quilômetros rodados e o cenário mudou por completo. O verde dos canaviais se estendia a perder de vista.  
A rodovia parecia uma linha divisória a demarcar  o imenso campo plantado.

      Alguns anúncios ofertavam diversos pratos, tendo o Bode e o Carneiro como carro chefe das cozinhas. 
Isto  certamente deve ter aguçado a fome dos parceiros.
Bode com Favo

Bode na Brasa

Carneiro na Brasa










Hora de uma parada para café. Dul Ci havia gesticulado, pouco antes, para tal necessidade. 
     Ficamos acertado de que no primeiro restaurante faríamos o lanche matutino.

                      Enquanto rodávamos, o verde dos canaviais foi sendo substituído pelo marrom do pós colheita.  Os trabalhos estavam em franca atividade, onde a mecanização era bastante visível.


Na colheita tradicional, havia uma queima prévia do canavial.
                              
Ao longe, uma placa indicava "Churrascaria e Restaurante". Ali paramos para o café da manhã. 
O estabelecimento era a churrascaria do Gaúcho, mais um ... espalhado pelo Brasil.    
Dul Ci, Arli e Gilberto Cesar

Estávamos no município de Escada, onde nos retemos por mais de vinte minutos.
                                                  

De volta para a estrada, a movimentação e barulho, em função das obras de duplicação da BR, quebravam o silêncio. 
Por sua vez, o solo parecia estar sendo pelado, com a retirada de pequenas árvores, arbustos, cedendo lugar para mais um leito de pista.

Máquinas e homens estavam a trabalhar sob um sol escaldante.

Cruzamos pelo município de Ribeirão, onde a movimentação de caminhões, com transporte de canas, era muito intenso, tanto na cidade quanto na rodovia. Nas proximidades, uma usina de beneficiamento de cana fazia convergir a cana colhida.


Pousada Tô em Casa
Veio o município de Xexeu, e nele uma pousada chamou a atenção. 
As pousadas estavam, volta-e-meia,  sendo cotadas por nós.
                             Chegou a divisa dos estados.
                     Hora de mais uma despedida da nossa grande parceira.
Dul Ci, que saiu rapidamente falando. 

- se cuidem;
Arli e Dul Ci
- andem juntos;
- prestem  atenção;
                        
Foram algumas das recomendações a nós dirigidas.
               Mas não adiantou muito, pois nós nos demoramos. Recordamos um pouco da viagem. As risadas foram fartas.
E nos despedimos.
Dissemos a ela que foi ótimo reencontrá-la.
Que em Recife ela fora sensacional;
Que estávamos por demais agradecidos.
                         Dul Ci  retornou e  nós seguimos em frente.

Ingressamos  em solo alagoano. A rodovia era a mesma, porém agora com um outro cenário: cadeia de morros e elevações foi o que se viu.           

Município de Novo Lino
             Uma parada para reabastecimento, e os primeiros contatos com o parceiros do apoio em Maceió.
                        Dul Ci havia conversado com os motociclistas Herbert e Abelardo, os quais estariam nos esperando nas imediações do aeroporto da cidade.
Nossa previsão de chegada: 11 horas.
                           Deixamos o posto de combustível sentindo bastante o calor que se apresentava.
O abafamento era generalizado, tendo ainda sobre nós, um sol muito ardente. 

Foi assim que avistamos os primeiros prédios e logo chegamos em


Maceió
a nossa 17ª capital
                                 Nas proximidades do aeroporto, paramos visando relembrar o trajeto acertado com os parceiros.
 Pela indicação, deveríamos dobrar à esquerda, logo em seguida ao posto da Polícia Rodoviária Federal
Arli viu de longe os parceiros acenando.
Eu passei direto.
Perdi o Arli de vista e retornei.
         Cruzei novamente pelo posto, fiz um outro retorno e os encontrei.
Lá estavam nos esperando Herbert e Abelardo.
           
Gilberto Cesar, Aberlardo, Herbert e Arli Figueira
Uma rápida apresentação e tratamos de sair do sol. Fomos  para o almoço em um restaurante não tão perto de onde estávamos.


           Helbert estava dirigindo seu automóvel. Por recomendações médica se encontrava afastado da motos.
Abelardo
                          


Abelardo, estava dirigindo a sua Shadow 750.
                           

 O almoço foi excelente e as conversas, melhores ainda.
      A nossa viagem, os roteiros e a agenda para Maceió, dominaram boa parte da conversação.
                                           
Nos dirigimos para a residência do Helbert, onde, depois das apresentações para o grupo familiar e pequeno descanso, voltamos a sair, agora para o primeiro tour na companhia do Abelardo  e do Lenilson, um outro parceiro.

  Helbert pertence ao Moto Clube Cavalo de Ferro;
  Abelardo ao Maceió Moto Clube e
  Lenilson ao Leopardos da Estrada.
Abelardo, Lenilson, Arli e Gilberto Cesar

No passeio,  as principais avenidas da cidade, a casa de governo, igrejas, o mirante, prédios históricos, o memorial da república e a orla foi por ande passamos.


No palácio do governo estadual, além da arquitetura, o diferencial se deu no fato de que todos os municípios  estão ali representados por meio da bandeira de cada um. 
               Hasteadas de forma permanente, as bandeiras dão conta dá existência de 102 cidades. 
Particularmente, eu não havia presenciado algo assim.  

 O passeio foi muito legal, muito em razão da dupla Abelardo e Lenilson, que além da boa presença de espírito, ambos são  muito divertidos

Encerramos a jornada na praia, onde várias pessoas estavam passeando, umas  no cooper e outras trabalhando.
 
Tendo chegado a noite, por sugestão do Abelardo, fomos para um restaurante de um hipermercado, onde uma sopa, muito especial, era o prato servido. 
Arli, Gilberto Cesar e Lenilson

Provamos e aprovamos a sopa.                                          
De volta para a residência do Helbert, na companhia do Lenilson, ainda provamos de um  "escondidinho" preparado pela Morgana, filha do casal Helbert e Nástia.
                    Excelente o prato apresentado pela Morgana. O escondidinho é uma prato bastante popular nos estados do Nordeste. É  feito à base de carne-de-sol, coberto com purê de macaxeira.
Idêntico ao que Morgana apresentou.   
Provamos e Aprovamos!         
                                       Ficamos de prosa  com família do Helbert até por volta das 23h, quando então tratamos  de nos recolher.       

60º dia
Terça-Feira 25/10

Em  Maceió
e      Penedo

    Lenilson passou bem cedo na residência do anfitrião. Conosco, tomou o farto café da manhã servido pela família.
 
Ajustado o roteiro para o dia, pegamos as motocicletas e saímos para abastecimento e  para o tour pela capital.                                 

                       

Com um trânsito não muito intenso, rodamos tranquilos, tendo  o nosso guia  Lenilson à frente.
                               
       Fomos para o Mercado São José, um movimentado espaço tradicional de compra e venda de produtos.
Quase chegando, deu para notar a movimentação no entorno do Mercado. 
            Pessoas do local, turistas, carregadores, feirantes e clientes. Tudo numa bela agitação que acontece em torno dos mercados.

   Deixamos as motocicletas estacionadas em frente a loja do motociclista TedBoy, presidente da Federação dos Motociclistas de Alagoas.

  TedBoy, nos recepcionou, falou de motos, da Federação e nos brindou com uma geladíssima água de coco.
Da nossa parte, falamos da viagem, dos objetivos, dos percursos e das amizades que o motociclismo tem nos proporcionado.
                                 Luís, um outro motociclista, também chegou para a conversa. 
O parceiro que chegara atua como mototaxista na cidade. Com uma Honda 300, praticamente zerada, Luís efetua diversas viagens aos finais de semana.
Lenilson, Luís, Gilberto Cesar, Arli e Ted


Disse que a nossa viagem é o sonho de qualquer motociclista, e, que um dia, chegará lá!.
                        

Tratamos de caminhar 
pelo Mercado. 
                   
  As diversas bancas de artesanato oferecem os produtos típicos da região,  o que faz concentrar ali um grande número de turistas.

 Do mercado, para a Rua das Rendeiras do Pontal da Barra.
No local, uma tradicional feira de artesanatos de Maceió, onde são ofertados diversos produtos, tendo a renda como carro-chefe.
As rendeiras, vendem seus produtos ao mesmo tempo em que propiciam a agradável experiência do contato com a cultural local. 

Seguindo em frente, 
Estádio Rei Pelé, em razão de um acidente de percurso, foi visitado.
O estádio não estava no roteiro, porém houve consenso quanto à visita.
    E a visita foi muito bem sucedida.
      Primeiramente, o conhecimento do estádio e campo de futebol. 
Com capacidade para 22 mil torcedores, o Rei Pelé é o maior estádio de Alagoas. A partida inaugural não poderia ser sido diferente, onde o homenageado, o Rei Pelé, com o Santos F.C. goleou por 5x0 a seleção alagoana.
                                       Ainda no estádio, visita ao Museu do Esporte, que leva o nome do alagoano Edvaldo Santa Rosa, o Dida, campeão mundial de 1958.
Gilberto Cesar, Lauthenay, Lenilson e Arli
O museu tem a coordenação 

de Lauthenay Perdigão, um apaixonado pela história, memória  e pelo colecionismo.




Com orgulho, Perdigão mostra os arquivos que contém mais 10 mil fotos, mais de 500 camisas de clubes, bolas de futebol históricas, livros,chuteiras e outros. Lauthenay tem uma grande história diretamente relacionada ao mundo do futebol. As coleções que guarda são raríssimas.  

 No complexo esportivo, o Memorial Rainha Marta, mostra a trajetória da maior estrela do futebol feminino do Brasil. 

Não conseguimos acessar ao memorial por motivos de horário de abertura. 

                             Deixamos o estádio, indo para o  Mercado de Artesanato na Praia de Pajuçara.
  Na verdade, são dois os espaços onde é possível apreciar e adquirir o artesanato. Ambos, distam muito pouco um do outro, o que exige do turista, algum bom tempo para a jornada artesanal.                       

  
Pajuçara
        Já passava das 11h e, com  a combinação ali presente, sol, calor  e mar, nos estimulou a cair nas águas da Pajuçara.
Praia de Pajuçara
E assim fizemos: um bom banho e petiscos a base de camarões ali na praia.


             Por volta das 14h, Lenilson propôs almoçarmos em um antigo mercado de produtos. No espaço, hoje restaurado, servem diversos pratos típicos da região. 
Restaurante Sertanejo
Lá fomos e provamos de uma boa comida, podendo ainda ver a boa distribuição do espaço, composto por vários e pequenos restaurantes e lanchonetes. 
               Túlio, vice-presidente da Federação dos Motociclistas de Alagoas, apareceu e conosco almoçou.
Túlio falou do momento da Federação, do processo eleitoral, das viagens e dos encontros de motos.
Indagou da nossa viagem ao que falamos, é claro, bastante.


Área de Mercado popular
 Do almoço, começamos nosso retorno para a base, pois estaríamos rumando  para a cidade de Penedo.                           
 No caminho, uma parada em um mercado para a compra de camisetas de futebol dos clubes locais, vermelho para mim e azul para o Arli
O ABC e  o  CSA são os clubes locais.

                         
Túlio e Helbert
Na casa do anfitrião, a arrumação das motos, as despedidas e rumando para
Penedo. ]         
                                A distância entre a capital e a cidade de Penedo é de 170 km, portanto, fácil de se chegar.
Lenilson e Túlio falaram que nos acompanhariam até a saída da cidade.
 E lá se fomos. 
         Passar pela cidade de Penedo, com parada para visitação, foi uma indicação   do Helbert. 
Penedo é uma das cidades mais históricas do nosso estado, justificou o anfitrião. Ademais, um grupo de motociclistas estaria a nos esperar sendo um deles filho de Helbert.

Até as proximidades da Praia do Francês, município de Marechal Deodoro, tivemos a companhia dos parceiros.
Na parada para as despedidas, Túlio propôs uma oração de agradecimento a Deus pela nossa viagem, pela amizade e pelos trajetos que ainda teríamos que percorrer.
Foi um bonito momento de fé.                                            
Feito isso, eles retornaram e nós seguimos em frente.
                   
 Com um visual privilegiado na estrada, com colinas, muito verde, coqueirais e o mar, fomos ganhando quilometragem até a praia do Gunga.
A paisagem ao redor e o mirante, fazem do local parada obrigatória, o que não foi diferente conosco.
                       A praia do Gunga é um conjunto de beleza, distante 30 km de Maceió. As águas são verdes, a areia é fofa e algumas centenas de coqueiros se estendem ao longo da praia. Um lugar lindo.
Ficamos pouco tempo no local, pois ainda tínhamos longo caminho a percorrer.
                         À 48 km de Penedo, uma parada para reabastecimento das motos. 
  Nos informamos com a frentista a respeito da visita a Foz do Rio São Francisco, ali próxima.
Impossível, respondeu a moça. A maré já subiu e não tem como ver.
Ademais, disse ela, " daqui a pouco já será noite, daí pior ainda"...
                  
    Então, tocamos para Penedo, onde chegamos tendo a noite como companhia.
Estacionamos em frente  a um posto de combustível. Um telefonema e, em breve, os parceiros motociclistas da cidade apareceram.
                                  Ganso, Eduardo e Marcelo foram os parceiros que chegaram.
Gansoné filho de Helbert, lá de Maceió.
                           Muitas conversas e o nosso encaminhamento para a Pousada Vale do São Francisco, antes acertada pelo Eduardo.
                       Um banho rápido e todos para uma pizzaria no centro de Penedo, de propriedade de um motociclista da turma deles.
E o assunto, entre várias pizzas, foi o motociclismo e a  viagem dos sonhos - deles também -:  "cruzar o Brasil em uma motocicleta"
Ganso, que estava com um dedo de um dos pés fraturado, num primeiro momento apareceu em sua Hornet 600. Na pizzaria, apareceu como caroneiro do Eduardo.      
E assim, fechamos a noite.
Nos despedimos dos parceiros e fomos para o descanso,                      
         
61º dia
Quarta-Feira 26/10

 Penedo
e Aracajú    

O café da manhã, na pousada Vale do São Francisco, começou a partir das 6h, o que foi muito bom para nós, pois nossa intenção era explorar a histórica cidade e logo rumar para Aracajú, a capital do Sergipe.
  De ônibus, nos deslocamos para o centro histórico.
                         É linda a Penedo
              Prédios históricos, ruas estreitas, muitas igrejas e o velho Rio São Francisco a testemunhar  tudo isso.
               A arquitetura barroca é herança dos colonizadores portugueses e holandeses e se encontra espalhada por toda a cidade.
É a história contada ao vivo naquelas ruas.
       
Fenda onde  escondiam os escravos 
  A Igreja Nossa Senhora da Corrente, além de todo o seu esplendor, guarda ainda em seu interior as marcas abolicionistas. 
A edificação pertencia a família Lemos, portugueses que escondiam escravos fugitivos em compartimentos secretos, até que se providenciasse a carta de alforria.
                            

  O Museu do Paço Imperial guarda, em seu interior, os registros quando do início da cidade.

Próximo ao centro comercial estão o Mercado do Artesanato e o Mercado Municipal

Destaca-se entre as relíquias arquitetônicas, o Teatro Sete de Setembro, uma construção de 1884, que se encontra  em fase de restauro.  
A casa de "Aposentadoria", 1782, uma espécie de previdência social para a categoria de juízes e promotores.                            
           



 Outro pequeno espaço, denominado Oratório dos Condenados, ou Forca, de 1769.
Local  onde passavam a sua última noite os condenados ao enforcamento.
Este local me pareceu estar ainda impregnada da energia da dor e do desespero.


 Por fim, a Casa de Cultura, ou Casa de Patrinônio, muito bem organizada e preparada,
por meio dos atendentes, para contar a história e importância histórica de Penedo para Alagoas.                                   
                        Exposição de fotografias, objetos e adornos da época colonial, também estão no contexto da casa de cultura.
         Disse a atendente: Dom Pedro II esteve em visita aqui em Penedo, chegando inclusive a dizer que a cidade tinha tudo para ser a capital da província. ....   

Penedo, está inclusa como um dos principais destinos turísticos cultural do Brasil pelo Movimento Brasil de Turismo e Cultura.


No centro, efetuamos nosso almoço, tratamos de ir aos correios, para despachar mais duas caixas com souvenirs e lembranças dos lugares por onde passamos.
Em seguida tratamos de pegar o caminho da travessia pelo Rio São Francisco.
              A travessia é feita por balsa com duração não mais do que dez minutos. 
            A fila estava enorme para ingresso na embarcação. Em nosso caso, os veículos de duas rodas, não precisam ingressar em filas, o que facilitou bastante, pois o sol estava muito ardente naquela hora - 15 horas - e não havia sombra nenhuma por perto.
       Na balsa, começamos a deixar Penedo.
Foi sem dúvidas um grande passeio. A cidade, com um grande potencial turístico, é tranquila no que diz respeito a circulação. Povo acolhedor e solícito foi o que encontramos pelas antigas ruas de Penedo.
             Nossos amigos  motociclistas não puderam nos acompanhar nos passeios em função do trabalho.
    Eduardo nos encontrou, deu uma  dicas e voltou para o trabalho.
  Ganso, que estava com um dedo do pé quebrado, enviou nota lamentando não poder nos acompanhar, muito em função da lesão e também da consulta médica que estava agendada.
Para nós foi tranquilo, pois tinha sido uma honra ter conhecido estes bons parceiros e a interessantíssima cidade histórica de nosso País.
Neópolis
Rio São Francisco
Atravessamos o Velho Chico, cruzamos pela  cidade de Neópolis, Sergipe, e rumamos para a rodovia.
Rodovia Estadual  - SE 335
            Estávamos rodando pela primeira vez em solo sergipano.

Rodamos muito pouco na rodovia SE 335, e logo ingressamos na BR 101, que também se encontra em fase de duplicação.
                  Em alguns trecho, a nova pista já está liberada, porém faltam mais quilômetros a serem completados além dos que já estão liberados.
Transportando uma espécie de piscina
                    

 Pela estrada, não só os canaviais chamaram bastante as atenções. Uma motocicleta, com exagerado volume, trafegava com alguma dificuldade para o piloto.
                   
Mais adiante, um acampamento dos 
"Sem Terras"

E na sequência, o município de Rosário do Catete. 

 

Quase ao final de tarde, alguns prédios de Aracajú começaram a ser vistos. Começaram os sinais da cidade.                           
   Por combinação, Damiãomotociclista estradeiro independente, estaria nos encontrando no posto de combustível Boa Viagem
Pela explicação, não deveríamos ingressar em  Aracajú. Era para   retornar pela rodovia, no sentido contrário. Para Penedo. Cruzar um viaduto, entrar a direita, etc... etc
Nó erramos tudo e  chegamos direto em
Aracajú
a nossa 18ª Capital

             Circulamos, perguntamos e voltamos para a  rodovia, BR 101. 
Não ingressamos à direita e rodamos por mais de vinte minutos, perdidos.
Conveniência do Posto Boa Viagem
            Novas perguntas e acabamos achando o Posto Boa Viagem, cuja placa de identificação era minúscula.
Ficamos esperando pelo parceiro, que não demorou em aparecer. Foi o tempo suficiente para um lanche.
                 Efetuamos as saudações,  e dali fomos para a residência do Damião. Junto estava a Cláudia,  a caroneira. 
Ambos já haviam estado conosco lá em Recife, poucos dias antes.
         Damião mora na região metropolitana de Aracajú, mais precisamente na cidade de Nossa Senhora do Socorro.
              Os acessos para chegar até a sua residência são um pouco estreitos e íngremes. Com calçamento em pedra, por vezes coberto por uma terra fina, as ruas exigem todo   cuidado ao pilotar. 
               Arli não o teve corretamente e deitou com a Shadow e tudo, bem próximo da residência.
             Chegou a turma do ajuda, e logo o Arli estava recomposto.
Arli, Damião e Gilberto Cesar
                   

 Na casa do anfitrião, os primeiros registros e a  apresentação para a sua família. Sua mãe, uma simpática senhora, falou da satisfação em receber motociclistas de todas as partes. Assim, conhecemos diversas pessoas e elas também nos conhecem , complementou a senhora.

                                   
 Pouco depois da acomodação das bagagens, banho e janta.



Macaxeira, cuscuz, ovos, queijo e pães, uma ótima janta, preparada pela Cláudia.
                                   Em frente à residência, ficamos sentados e conversando até bem mais da meia noite. O calor, que se fazia sentir, foi que nos motivou a isso.
Passada a hora, tratamos de nos acomodar.
                                 
62º dia
Quinta-Feira 27/10

Em Aracajú                                               
                                         Acordamo cedinho e em pouco tempo já estávamos prontos para o tour por Acarajú.
     Tomamos um excelente café da manhã e logo partimos.
                                
 Damião nos acompanhou até o centro da cidade. Nas paradas de farol, sinaleira ou semáfaro, o anfitrião explicava, mostrava ou apontava para os locais importantes da cidade.
                         
                                 Em um movimentado cruzamento, uma diferente forma de chamar a atenção paras as questões de trânsito. 
        Uma enorme cruz, formada por automóveis que dava o recado. 
                                   Assim fomos logrando o trânsito matutino da capital sergipana.

                        Nas imediações do Mercado
Central, estacionamos as motocicletas, onde o guardador já era pessoa conhecida de Damião. Pediu atenção especial para com as nossas motos, bem como deixou acertado o preço a ser pago por nós.
                    

Mercado do Artesanato
 O Mercado Central e o Mercado de Artesanato foram os dois primeiros locais de visitação.
Mercado Central
Nos demoramos em ambos, pois além da grandiosidade, a variedade de produtos requer um bom vagar.
Ambos os mercados estavam recebendo um grande número de turistas. 
Mercado Artesanato
Mercado Central
A variedade Ervas

No Mercado Central, toda espécie de gêneros alimentícios, peixes e carnes   

à disposição no  andar térreo. Roupas e rendas no andar superior. 
No mercado do artesanato, inúmeras bancas vendem produtos de arte, lembranças, produtos em cerâmica e ervas medicinais.

                        Dos mercados, para o Memorial do Peixe.
                  

Rio Sergipe
 O espaço
Zé Peixe está localizado no prédio do antigo terminal hidroviário, em frente ao Rio Sergipe.

            
 O prédio possui dois pavimentos com lojas de artesanato, mirante para o rio, restaurante e cafeteria. 
Estátua do Zé Peixe
                          A homenagem é para José Martins Ribeiro Nunes, o Zé Peixe, que se tornou lendário pela forma como exercia a sua profissão: prático.(profissional que auxilia os comandantes na condução de embarcações durante as manobras, nos portos.)
Barco de passeio do Zé. com a família
             O diferencial é que ele não  utilizava embarcação para ir  até o navio a ser conduzido. Ele ia nadando. 
                                       Zé Peixe conhecia com detalhes a profundidade das águas, as correnteza e direção dos ventos.
                           
  No Centro Cultural, uma visita guiada pela história, cultura, usos e costumes dos sergipanos.

Dividida em salas, várias exposições  tratavam  da vida e do cotidiano das pessoas.

        O Carrossel do Tobias atrai muito a atenção das pessoas. 


O antigo brinquedo, datado de 1900, chegou em Aracajú em 1904. 
Era imenso, podendo levar até trezentas pessoas. O brinquedo, orgulho da cidade, faz parte do acervo permanente do Centro Cultural.
Muitas foram as gerações que brincaram no carrossel. Remontado com algumas peças remanescentes, a simbologia das épocas natalinas está ali, ao alcance da população para ser visto, lembrado e celebrado.
O Centro Cultural de Aracajú é majestoso.

Da cultura, para a rua, agora caminhar em direção à Ponte do Imperador.

Reforma da Ponte do Imperador
  Esta ponte foi construída em 1860, por ocasião da visita de Dom Pedro II. A comitiva precisava de um ancoradouro para atracar o vapor que conduzia Pedro II. 
O ponto histórico, no entanto, se encontrava fechado, em fase de restauro.

     A Igreja Matriz e o Centro de Turismo também foram objetos de visita.
Centro de Turismo de Aracajú

             Na Igreja, fotos e visita ao interior do templo.
No Centro de Turismo, passagem pelas bancas de artesanato e pela praça de alimentação. Este espaço é muito amplo, e o prédio histórico está muito bem conservado.

Arli, na água de coco
   Hora de almoço, tendo o parceiro Damião ido  nos encontrar. 
Enquanto esperávamos e, para espantar o calor, Arli ficou na água de coco, na praça em frente ao Centro de Turismo
Nessa praça, inúmeras bancas também vendem produtos artesanais.
            No almoço, conversamos a respeito dos pontos visitados, bem como da nossa programação para a parte da tarde.
                Damião aproveitou para falar das suas viagens pelo País e América do Sul. O estradeiro, que não costuma voltar para traz, contou que já passou por situações difíceis, por  sempre querer ir em frente. 
            
              Continuamos com a programação, tendo a praia como ponto a ser visitado.
Praça dos Arcos, Praia de Atalaia
 A Orla, além de extensa em comprimento, também se destaca pelo seu tamanho, a partir da avenida do calçadão até o beira do mar. É imensa a distância, o que dá para arriscar a dizer que Aracajú detém uma maiores orlas do Brasil.



A praia do Atalaia, onde estávamos, não estava repleta, porém um bom número de turistas lá estava.



Ali passamos boa parte da tarde, também a nos banhar nas águas salgadas do mar sergipano.
                     
 Foi muito agradável ter estado ali.  
Relaxar  e aproveitar da praia sergipana foi o que fizemos.


Final da tarde começamos a rumar para a base de apoio. 
        Em meio a isso, Damião nos telefona solicitando que, se possível, poderíamos encontrar um casal de motociclistas da Bahia, no mesmo local onde ele nos pegara, Posto Boa Viagem.
          Lá fomos e o casal já estava em espera.
                             Roberto Venâncio, o baiano, e Lizandre Pinho, era o casal de parceiros a quem deveríamos conduzir também para a base.
             Ambos estavam começando uma viagem, a qual se estenderia até Macapá, a capital do meio do Mundo.
                                           Na base de apoio, ficamos conversando, enquanto aguardávamos os parceiros Damião e Cláudia, que estavam  trabalhando.
                          Chegado os parceiros, saímos para a confraternizar e jantar em grupo.

A pizzaria Alvorada foi o local sugerido pelos anfitriões, onde, entre muitas conversas,  quatro pizzas foram consumidas por nós. 
                 
Baiano,Lizandre, Cláudia, Damião, Arli e Gilberto Cesar
    Dali, para o
encontro semanal de motociclistas de Aracajú, evento que acontece em um parque da cidade.
                             O trajeto foi longo, o suficiente para perdermos os parceiros Arli e Baiano em uma movimentada avenida. 
Damião retornou, porém sem obter sucesso. 
               Por telefone, passou as coordenadas e, depois de quase uma hora, voltamos a nos encontrar, agora no parque.
            Numa das extremidades do parque  o evento de motos. Na outra, um show de rock estava acontecendo.
Segundo se soube, o evento de música era uma excepcionalidade, pois a quinta-feira sempre estivera reservada para o evento de motos.          
                  O certo é que o pessoal das motos acabou se concentrando no show e o encontro semanal ficou bastante esvaziado.
A garagem, ficou lotada. Quatro grandes motos ali estavam estacionadas
                                   De volta para a base de apoio, ainda travamos muitas conversas, porém aos poucos o silêncio foi tomando conta do ambiente e tratamos de nos recolher.
 63º dia

Sexta-Feira-Feira 28/10
De Aracajú  para Salvador                              
Barraca dos baianos na  garagem de motos
O dia mal amanhecera e a silenciosa arrumação 
 dos alforjes estava estabelecida. Arli e eu estávamos com muito cuidado de modo a efetuar o mínimo barulho, pois nossos parceiros Baiano e Lisandre dormiam, ali bem próximo das motos.
               
     Do lado fora,  os transeuntes que se encaminhavam para seus afazeres, falavam alto, outros passavam acelerando motos e mais dois, a cavalo, num tropel bem rápido.
                    Os baianos acordaram e tratamos de dispensar o silêncio. 
                     Os anfitriões também acordaram e tratamos de começar a nos despedir. Salvador era o nosso destino.
                    Foi muito ótima a parceira, a alegria do Damião e da Cláudia, por ocasião da nossa estada. 
O cabra é rápido, lógico, acelerado, prático e despachado. Um grande parceiro das duas rodas. 
                       Os baianos, ótimos parceiros, que estariam fazendo um tour pela Aracajú, partindo a tarde para outras bandas. 

Nos despedimos e fomos pegando o rumo da rodovia.
 Havia a sugestão de seguirmos viagem pela rodovia verde, cujo traçado segue as paisagens do litoral, no entanto, a cidade de São Cristóvão, outra indicação histórica, nos fez seguir pela BR 101.
                           Em pouco tempo, começamos a saber de São Cristóvão
Ela dista pouco mais de 25 km, e as placas começaram a indicar a cidade histórica.

Cidade Baixa, em São Cristóvão
Para chegar, algumas ladeiras e ruas com calçamento irregular. Ao longe, e acima,  um exuberante conjunto arquitetônico colonial está lá, em meio a vasta natureza daquela pacata cidade.
      
               São Cristovão foi a primeira capital de Sergipe e quarta cidade mais antiga do Brasil.
         A história da cidade está muito relacionada com conquistas, invasões, batalhas e riquezas.
                       Divida em cidade alta e cidade baixa, onde a primeira correspondia ao poder civil e religioso. Na parte baixa, o porto, as fábricas e a população de menor poder aquisitivo.
Os monumentos estão concentrados na Praça São Francisco, denominado centro histórico da cidade.
Lá estão a Santa Casa de Misericórdia, Convento de São Francisco, Palácio Provincial, as diversas igrejas e os diversos casarões antigos, a antiga cadeia pública e outros, 

  São Cristóvão experimentou, no passado, o auge da riqueza, com as fábricas e beneficiadoras do algodão. Todas faliram e a cidade, hoje, praticamente esquecida, tem no turismo um gigante adormecido que precisa ser despertado de modo a compartilhar com o mundo cultural as relíquias históricas e arquitetônicas daquelas ladeiras.
Desde 1939 que a cidade está tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Ainda na praça, uma conversa com um morador, que tem na carroça o veículo de auto sustento. 
Uma jegue é que tem puxado a tal carroça.
Falamos sobre a pouca utilização dos jegues, hoje em dia, ao que confirmou o cidadão. 
Eu ainda uso, porque não deu para comprar uma motinho dessas pequenas... falou o  carroceiro.
A jegue, prenha de meses, ganhou de nós, alguns quilos de alfafa e ração, por ter posado para a foto.

                    Aos poucos, fomos descendo as ladeiras, pegando o rumo da BR 101 novamente, e a bela São Cristóvão foi ficando pequena nos retrovisores. 


Cruzamos pelo município de Estância tendo,  logo a seguir, lentidão no trânsito, em função do tombamento de um caminhão.

Este foi o segundo caminhão que vimos tombado. O primeiro foi na reserva indígena, indo de Manaus para Boa Vista, na segunda metade do mês de setembro.

Em Cristianópolis
o movimento de caminhões se acentuou bastante. Transito lento e calor intenso foi o que enfrentemos por mais de vinte minutos                                 
                 
Uma trégua na paisagem, com bonitos e extensos laranjais, e chegamos à divisa dos estados.

                                        Parceiro Arli cruzou direto e eu acabei parando para os registro fotográficos.
Feito isso, de volta a rodar pela  BR101.
             
                           
      
              E voltamos a rodar, parando, novamente,  para abastecimento das motocicletas e lanche. A cidade foi a de Esplanada  em território baiano.
Nesta parada café e a combinação com o Rogério, parceiro e apoio em Salvador.
Pelas primeiras conversas, o parceiros estaria nos esperando nas proximidades do aeroporto, em frente a um grande e renomado hotel, com previsão de chegada para  15h30min.

                          Em Lagoinha, paramos para o almoço. O sol estava castigante. O calor elevara a temperatura para mais de 40º.
O restaure e ao lado uma espécie de pequeno centro comercial
No restaurante de um posto de combustível, nos refrescamos no ar condicionado. 
A vontade primeira,  era de ficar ali até o entardecer.
Com calma almoçamos e gastamos mais de uma hora nessa parada.
                                       Alimentados e refrescados, voltamos para a BR 101, para rodar, com sol, calor e muitos caminhões.

Em meio a tarde,  ingressamos na BR 324.
                       A boa rodovia, com asfalto novo, nos permitiu desenvolver uma boa velocidade. Um pouco mais e o anúncio de "pedágio"
Fazia muitos dias que não sabíamos  o que era isso. Mas lá estava ele. Bem vindo, então!
 O incômodo dos pedágios está no fato de ter que tirar as luvas, buscar dinheiro, catar moedas, guardar troco e comprovante de pagamento. Isso é chato.
Depois deste, mais outros dois pedágios e começamos a ver ao longe a capital dos baianos.
                  Eram 15h30 quando chegamos nas proximidades do aeroporto e cruzamos direto do hotel combinado.
Paramos, descemos das motos e pisamos no solo de

Salvador
a nossa 19ª capital
                                     Umas perguntas aqui, outras ali, um telefona para o Rogério e o mesmo nos encontrou estacionados no interior de um grande terminal de ônibus.
                           O espaço era só para ônibus urbanos, porém a parceria e admiração por parte dos trabalhadores do volante e trocadores, que estavam por ali, nos permitiu esperar pelo apoio.
Arli, Rogério e Gilberto Cesar
                                    Rogério chegou, nos apresentamos, trocamos mais palavras e rumamos para o local do nosso alojamento: camping ecológico de Itapuã.
              
Que beleza, não iríamos passar uma tarde em Itapuã, tal qual a música do poeta ... e sim, um final de semana inteiro.
Rogério estava pilotando a sua Boulevard M800.
Trata-se de um motociclista com pouco mais de três anos nas duas rodas, porém já com uma grande viagem internacional no currículo: Uruguay, Argentina e Chile numa cruzada só.
O deslocamento para o camping foi tranquilo e prazeroso. 

Nos utilizamos da orla de Salvador para lá chegar. 
                  Ao longo do extenso caminho,  cruzávamos pela beleza do mar, dos lugares e da gente baiana.  

E chegamos em Itapuã.
No camping, a boa recepção pela atendente. Algumas explicações de uma situação que estão a sobreviver, e a indicação do local para a colocação das barracas.
Na foto do Rogério, a atendente e nós
                              
Rogério disse que já ouvira falar dessa área de camping. Também estava entusiasmado com o local. 
A praia dista poucos metros do camping. Com certeza, estávamos num  ótimo e tranquilo lugar.
                         Estávamos nos acomodando, quando Patrícia, esposa do Rogério, telefona dizendo que o jantar seria na casa de ambos. 
"Combina com eles aí e venham"... disse ela ao Rogério.
                           As 20h, o parceiro passou então para nos pegar.  A residência do anfitrião fica próxima e assim, em poucos minutos. já estávamos no apartamento proseando com a família.
Rogério, Patrícia e o filho Tarcísio estavam nos oferecendo uma excelente recepção.
O casal chegou inclusive a ventilar a possibilidade da  nossa transferência para o apartamento, ao que agradecemos argumentando que motociclismo e acampamento tem uma grande relação de parentesco e intentos: liberdade e improvisos.
Alem disso, falamos, o camping é ótimo.
                           Entendemos o propósito e preocupação, posto que a atendente já nos avisara de que o camping, sofreu uma ação de despejo, por parte da prefeitura, mas que estavam recorrendo, em todas as instâncias.
                 A isso, respondemos que não seria naquele final de semana que isso iria acontecer e caso ocorresse, buscaríamos outra alternativa.
Como os demais campistas, ali ficaríamos.
                            O jantar foi ótimo.
                         A hora passou e começamos o caminho de volta para  o camping.
                     Nos despedimos  e aproveitamos ainda para uma pequena caminhada pela praia, passando pelo faro, e mais tarde uma conversa no bar do camping, onde  estava acontecendo uma batucada com a presença de animados campistas.
                                     Nos recolhemos para as barracas, ouvindo ainda o som, bem como a animação que lá no bar ficara.

Fotos e Relato: Gilberto Cesar
Moto Grupo Com Destino
Porto Alegre - RS
comdestinomotos@gmail.com
gilberto-cesar13@hotmail.com
 


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